Há muitos anos atrás, existia um
homem muito rico. A sua riqueza era tanta que o que ele quisesse fazer ou
comprar, ele conseguia.
Este homem tinha um filho muito querido,
sua maior riqueza.
O tal homem era orientado espiritualmente
e tudo que ele fosse fazer, primeiro consultava o seu guru. Passaram-se anos e
anos e tudo dava certo para ele.
Um dia, o seu orientador espiritual
falou ao tal homem rico que ele perderia seu bem mais valioso, seu filho. O
homem se desesperou e ofereceu o que ele quisesse para seu filho salvar. A
resposta foi que nada disso adiantaria, pois era uma lei divina.
O homem, desesperado, construiu uma
fortaleza e lá colocou seu filho, isolado de tudo e de todos, mas com todo o
conforto que poderia ter para não passar por dificuldades. Sem amigos, sem
visitas, já que ele teria de ficar isolado por sete anos. Assim, conseguiria livrar-se
da morte, já que a morte estava traçada em sua vida por um acidente.
Após passarem sete anos, o pai feliz
foi o filho buscar, com toda a segurança possível, pois seu prazo de risco de
vida acabara de passar.
O filho foi ao encontro do pai para abraçá-lo.
Os dois saíram da fortaleza e foram caminhar e conversar sobre estes anos que
passaram. De repente, ao distanciarem-se um pouco mais, preparou-se um temporal
e ambos começaram a correr para se resguardarem da chuva, mas não deu tempo e
molharam-se.
Chegaram a um lugar mais seguro e riram
da situação. Aquilo era novo para o filho.
A tempestade continuou, um estrondo
de longe escutou e um raio seu filho alvejou e ao chão o jogou. O filho nem
agonizou e sua vida Deus levou.
O homem muito rico, desesperado, a
Deus perguntou:
- Por que este raio em meu filho
acertou?
Deus a ele falou:
- Com seu dinheiro, a morte poderá
enganar e a ela adiar. O homem foi feito para nascer, procriar e na hora certa,
desencarnar. Ordens divinas o homem nunca poderá mudar.

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