Um
certo dia, numa cidadezinha bem retirada da capital, residia um casal muito
incrédulos que, por quase nada, espraguejava tudo e a todos. De vossas bocas,
saiam só palavras de desgraças e nomes de demônios.
O
tempo foi passando e eles não mudavam, com aquele vocabulário de arrepiar.
Resolveu um dia, desta cidadezinha partir e em outra ir morar. Chegando lá, sua
bela casa foi arrumar, organizando tudo, para mais lindo ficar. De algo a
mulher sentia falta e a ninguém sabia explicar. Dizia que em sua antiga morada,
alguma coisa havia lá a deixar.
O
marido não hesitou e ambos lá voltaram para buscar. Sem saber o que era, mas na
antiga casa iniciaram a procurar. Constataram a casa vazia e um olhou para o
outro e começaram a se perguntar: será que nós nos enganamos e nada aqui tem
para levar?
De
repente, uma voz, que vinha de trás de uma porta, à eles pôs-se a chamar.
Ansiosos, rápido, conseguiram localizar. Apareceu uma senhora muito velha, com
o rosto deformado, pois já fazia muitos anos que ali estava a morar. O casal
abismado, a ela foi perguntar:
-
Quem é a senhora e por que nos chamou?
A
senhora sorriu e a eles explicou:
-
Eu sou a praga e a desgraça, que tu, muito tempo, meu nome louvou. Para onde foi,
não é justo que junto eu não vou. Então, o chamei, já que tu não me levou.
Horrorizados
com a situação, o casal se ajoelhou. Nunca tinham rezado, mas palavras de
louvor em sua boca brotou. Se arrependeram da desgraça, que muito chamou. Dali
em diante, somente a Deus adorou e o seu problema, finalmente, acabou.
Por
isso, cuide as palavras e as pragas que em sua vida você já rogou.
Mauro Lara


















