Em uma fazenda no interior, havia um
homem que lá trabalhava e o dono da tal fazenda era conhecido por sua fama de
muito exigente e ruim. Humilhava seus funcionários. Enfim, não tratava eles
como devia.
O pobre homem, desconhecido naquela
região, para sustentar-se ali, era obrigada a trabalhar. O serviço estava
escasso e o único local para trabalhar seria aquele, pois ninguém aguentava a
estupidez do patrão.
Ele o humilhava, pedia para que
fizesse os piores serviços possíveis. O homem, por sua vez, humildemente, nunca
dizia não para o patrão, estava sempre alegre e sorridente.
A cada sorriso e alegria que ele
despertava, o patrão mais se revoltada. Assim, passaram-se anos.
Um dia, aos empregados chegarem na roça,
estranharam a demora do patrão. Passaram-se algumas horas, o empregado que
trabalhava sempre rindo e contente, chamou os outros e os alertou, dizendo que
algo estava errado. Tantos anos e o patrão nunca faltara em uma visita para
vigiar seus funcionários.
Convidou eles para verem o que havia
acontecido. Todos recusaram e riram de tal gesto daquele homem. Afinal, o
patrão não era uma pessoa amigável e não merecia tal preocupação.
O homem, então, foi verificar a
situação do seu patrão.
Ao chegar à casa do patrão,
encontrou-lhe caído e sem pensar, levantou-o do chão. Colocou-lhe numa cama,
preparou o carro de boi e levou o senhor para a cidade.
Chegando no hospital, os médicos
constataram que o patrão estava com uma doença grave e só poderia se recuperar com
um transplante de rim, pois os dois haviam parados, inexplicavelmente.
O peão, sem questionar, ofereceu um
dos seus rins. Assim salvou o patrão. Passou um tempo, ambos se recuperaram e o
patrão indagou ao seu funcionário:
- Tu és um dos meus funcionários que
eu mais prejudicava em trabalhos, por que este ato comigo?
O peão respondeu:
- Não existe mal que não tenha cura e
não existe maldade que por trás, não tenha uma alegria. Tantos anos lhe sirvo e
não deixaria o senhor em tal agonia. Sempre para o senhor o meu sofrimento, foi
sua alegria. Na minha simplicidade, eu lhe mostro a verdadeira bondade que para
o senhor eu serviria.

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