segunda-feira, 8 de maio de 2017

Missão de Um Espírito

Um casal sonhava em ter um filho. Programaram-se e um certo dia a mulher engravidou. Foi uma felicidade só! Reuniu todos os familiares, fez uma festa e a eles a notícia falou que, em seu ventre, com uma criança Deus lhe abençoou. Todos a parabenizaram, pois sabiam que era o sonho deles.
O tempo passara até chegar o dia do nascimento. Como ela imaginava, uma criança linda e perfeita veio ao mundo. Com todos os cuidados possíveis e com muito amor, essa criança foi se criando e com cinco anos a escolinha começou a frequentar. Este menino era tratado como se fosse um rei e na verdade para os pais era mesmo, pois foi muito esperado por eles.
Quando faltava vinte dias para completar seis anos, com a festa já toda planejada, do nada ele adoeceu e veio a falecer. Seus pais se desesperaram! Tentavam explicar como podia algo tão terrível ter acontecido, pois nem os melhores médicos tinham entendido. O desespero foi tanto que em depressão a mãe ficou. Tratamentos psicológicos para aceitar o tal fato realizou, mas nada adiantou, pois dia e noite ela chorou.
Uma certa noite, trancada em seu quarto, lavada em lágrimas, para o lado ela olhou e seu filho para ela se materializou. Mais nervosa a mulher ficou e a seus pés ela se jogou, perguntando-o porque ele os deixou e o espírito do menino, suavemente, a sua mão lhe falou:
- Mãe, não chores mais por mim, pois minha passagem neste plano foi curta, só vim lhe mostrar o amor. Lembra-te como tu eras, rude e brava? E achavas que tudo tu poderias ter? O filho dos outros, para ti não era nada. O teu, quando nascer, tudo ia ser. Na realidade, tu não tinhas amor por ninguém. Minha missão aqui na Terra, já terminou e o Pai Maior me chamou. Nós não escolhemos o tempo de permanência, só cumprimos o prazo e a missão que Deus estipulou. Tu tanto querias um filho e Deus me enviou. Mas Ele não terminou, pois eu ainda vou voltar e em teus braços me aconchegar. Sem a dor não existe o amor e sem amor não existe a dor.

A mãe agradeceu e, finalmente, o menino descansou. Passara alguns anos e ela, novamente, engravidou. Mais uma vez, um lindo filho ela gerou e para sempre o amou.

Mauro Lara




domingo, 7 de maio de 2017

A JORNADA DE UM MÉDIUM

Um rapaz de uma cidade do interior, tinha sempre complicações na sua saúde. Sentia muitas dores no corpo, enxergava vultos, pessoas já desencarnadas e, muitas vezes, os espíritos tentavam comunicar-se com ele.
Sua família já estava pensando que ele tinha alguma doença mental, pois seus pais eram muito religiosos e nunca tinham ouvido falar de tais fatos.
Procuraram a medicina para o rapaz tratar. Incansavelmente, buscaram todos os recursos medicinais possíveis. De última instância, o internaram em um sanatório para que lá fizesse exames mais aprofundados.
O rapaz que tinha apenas quatorze anos, assustado com a tal situação, tentava explicar tudo e a todos que o que ele tinha não era doença, era algum sinal espiritual. Porém, seus pais não aceitaram. Não por mal, mas por falta de conhecimentos.
Após passar por estes exames e nada constatarem, o rapaz por conta própria, procurou algumas orientações espirituais, onde lá descobriu que era médium. Então, começou sua jornada espiritual. Aprendeu a doutrinar suas visões e desenvolver seu lado mediúnico.
Com o passar do tempo, seus pais descobriram e ficaram desesperados. Diziam que era erro, que essa não era a religião que ele tinha de batismo. Foi como um desafio, pediram para ele chamar qualquer entidade para que viesse com eles conversar. Quando terminara de atender, encontrou sua mãe lavada em lágrimas. E a ele falou:
- De hoje em diante, cultua a tua religião, pois fiquei convencida que o teu Deus é o mesmo meu.
Daquele dia em diante, todos os seus familiares próximos ficaram crentes, cientes e sem dúvida ou qualquer questionamento sobre a sua crença.
O médium respondeu:
- Eu não escolhi o que sou. Simplesmente, Oxalá me escolheu para esta missão.
Desta forma, é constatado que entre o céu e a terra existem vários mistérios que o homem não consegue explicar. Somente a sua fé irá justificar.
E para que ninguém possa duvidar, um Babalorixá ele acabou de se tornar.

Me chamo Mauro Lara e com a graça dos meus mentores, todos posso orientar.

Mauro Lara


quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Aprendizado

Um fazendeiro conhecido na região e muito rico, tinha a fama de ser muito bom. Apesar da sua riqueza, ele era uma pessoa de paz e compreensiva. Ajudava a todos, só jamais aceitou o desperdício. Esse fazendeiro tinha um compadre, também fazendeiro, que por má administração do seu gado, foi vendendo todos, pois não gostava muito de trabalhar. Desta forma, foi ficando pobre a cada dia que passava, chegando ao ponto que não tinha nenhum animal para abater e comer.
Um dia, ele resolveu ir ao compadre fazendeiro rico pedir um boi para matar para ter carne para o seu sustento durante algum tempo. Ao chegar no tal fazendeiro, foi muito bem recebido. O fazendeiro rico fazia jus a sua fama de ser bom e tratava todos muito bem. Entrou, sentaram-se na frente da lareira, começaram a conversar, mateando.
Como ambos fumavam, o fazendeiro rico pegava um tição de brasa da lareira para fumar. Já o outro fazendeiro, a cada cigarro que acendia era um palito de fósforo que gastava. Então, prosearam, prosearam, até chegar no ponto que o fazendeiro pobre queria pedir um boi para o fazendeiro rico. E ele respondeu:
- Como assim compadre, está me pedindo um boi? Eu até poderia ofertá-lo, mas pelo que eu vejo, você é mais rico do que eu.
O pobre o retrucou:
- Não, o senhor está enganado compadre.
O rico disse:
- Eu lhe provo. Em menos de uma hora, você fumou dez cigarros e eu cinco. A cada cigarro que fumava era um palito de fósforo que riscava. Enquanto eu, acendi o meu num tição de fogo. Afinal, estamos em frente à lareira. Pelo seu desperdício, pensei que estaria mais rico do que eu, se soubesse economizar.

Mauro Lara