Um rapaz novo, mas
calejado da vida, de uma cidade do interior, vindo de um casamento fracassado,
procurava estabelecer sua vida material e amorosa. Sem que ele esperasse,
surgiu uma mulher, que da mesma maneira, passara por tal situação. Sem saber
explicar, ambos se olharam e se tornaram atraídos pelos seus olhares. Deste dia
em diante, começaram a conversar e se conhecer. Tudo era lindo, pequenos gestos
e palavras, encantavam um ao outro. Nenhum deles tinha coragem de dar um passo
para unirem-se e seguir uma vida a dois.
Um dia, a mulher
olhou para o rapaz e lhe fez uma pergunta:
- Você costuma julgar
as pessoas pelo que elas são ou pelos seus atos?
O rapaz, sem
entender, respondeu firmemente:
- Costumo julgar as
pessoas pelo que elas são e não o que dizem que elas são e nem pelos seus atos.
A mulher aproximou-se
e lhe disse:
- Então, por favor,
não julgue-me pelo meu ato.
E o beijou.
Daquele simples
beijo, nasceu uma chama, um fervor de amor e daquele dia em diante, constituíram
uma família e viveram muito felizes.
Depois de um certo
tempo, separaram-se e não entendiam o porquê, pois ainda existia o amor. O
homem, então, se perguntava todos os dias porque tal fato teria acontecido e só
se conformou quando ficou sabendo, através de espíritos de luz, que isso já
estava traçado em vossa vida. Conhecer um grande amor e depois perdê-la. Sua
missão era amar e procriar com aquela mulher e depois seguir um novo ciclo de
vida.
Meus queridos
leitores, isso é um exemplo bem claro das nossas missões aqui na Terra. Às
vezes, perdemos, sem querer perder. Mas o mais importante no plano terrestre é
que cumprimos a nossa missão nos dada pelo Pai Maior, que é aprendermos a amar.
Mauro Lara


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