Um homem, quando fechava os olhos,
conseguia ver um local que nunca havia visitado. Visualizava todos dos cômodos,
os objetos, conseguia lembrar o cheiro, os ruídos, enfim, tudo que na maior
riqueza de detalhes. Preocupado com o que estava com ele acontecendo, tentou
buscar respostas de todas as formas. Foi em cartomantes, centros espíritas,
videntes e em vários outros locais. Cada um deles lhe dava uma resposta
diferente que chegava a confundir a sua mente, pois em cima de suas perguntas,
vinham mais dúvidas. Já esclarecimentos, quase não tinha.
Assim foi por muito tempo.
Um certo dia, já desanimado, pois não
conseguia esclarecer as suas dúvidas, numa mera coincidência, foi visitar um amigo
que era médium. O amigo, sem saber de suas perguntas, convidou-o para
participar de um rito espiritual. Ele, por curiosidade, aceitou.
Em meio de tantas conversas, o orientador
espiritual, começou a falar justamente sobre o que ele estava passando, explicando-lhe
que, quando dormimos, o nosso espírito, ligado pelo perispírito, sai em viagens
espirituais para outros locais e, em fração de segundos, retorna ao nosso
corpo. Por isso, muitas vezes, chegamos em determinados lugares que não
conhecemos e temos a impressão que já estivemos ali, sabendo nos locomover e
nos localizar com detalhes naquele espaço existe.
Isso só comprova que o nosso espírito ali
já esteve e traz lembranças ao retornar. Por isso, temos a impressão de que já
fomos ali. Na realidade, sim, pois o espírito fez a viagem antes. Por estes
motivos, é que temos flashes de lembranças. Agora, nós estamos no mesmo lugar:
espírito e matéria.
O amigo, emocionado com este relato, disse
que buscava há muito tempo esta resposta e só agora teria encontrado. O médium,
respondeu:
- Às vezes, procuramos tão longe o que
pode estar tão perto de nós. Não é o tamanho da dúvida que faz nos entender e
compreender um pouco mais, mas sim, a qualidade da resposta.
Mauro Lara


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