Um homem muito doente estava cansado de
sua jornada, mas por honra e necessidade, tinha de trabalhar. Suas mãos, já
calejadas, seus braços fadigados, seus pés nem o calçado podia colocar, pois
eram tomados de feridas, mal dava para caminhar. Então, resolveu o homem, sua
própria vida tirar, pois não se julgava mais útil e não tinha nada mais da vida
a esperar.
Como faltava-lhe coragem, decidiu, então,
deixar que o próprio destino desse a ele uma solução. Adentrou na mata, sem
rumo tomar. Caminhando muito devagar, pois com suas feridas, mal podia
caminhar. O homem em um tronco sentou. Muita lágrima em seu rosto rolou,
indagando a Deus por que tanto sofrimento e implorando que sua vida ele
tirasse.
Com o decorrer do tempo, a fome começou a
chegar, o homem desesperado, muitas ervas puseram-se a mascar para a sua fome
saciar. Lavras de bicho encontrava, tudo isso ele comia, pensava que ele
poderia mais rápido sua vida acabar.
Chegou a um determinado tempo, após meses
de jornada, que ele observou que suas feridas cicatrizaram. Ele sem entender o
que estava acontecendo, começou a ficar mais forte e ali, na mata virgem,
soluções entre as ervas ele encontrou para lhe salvar. Depois de estar bem
forte e recuperado de suas doenças, retornou para a sua casa, após dois anos de
aventura e todos que o conheciam, abismado com a sua saúde ficara.
O homem resolveu a outros ajudar,
indicando ervas para a sua doença curar. Se aperfeiçoou nas ervas que tinha
comido e com elas muitos começaram a salvar. Doenças incuráveis que ninguém
podia imaginar.
Bem diz o ditado: no desespero, nossa vida
pode mudar.
A maior essência da vida, nas ervas
poderemos encontrar. Por isso, pela natureza vamos zelar.
Mauro Lara


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