Um homem muito forte, julgava-se mais
homem que qualquer outro homem. Tinha fama de ruim e valentão. Desafiava
qualquer um para uma peleia. Todos o respeitavam, afinal, estava sempre armado.
Um dia, este valentão começou a assediar a
filha do seu vizinho, que era calmo, quieto e não tinha boca para nada. Ele,
então, o desafiava de tudo que era jeito. Chamava-o de covarde, dizia que ele
não era homem e que um dia ia aprontar com a sua filha na frente dele e queria
ver ele reagir.
Assim aconteceu.
O valentão, metido a macho, agarrou a
filha na frente do pai. O pai, sem pensar, foi defender a honra de sua filha,
pedindo para que parasse de atormentá-la. O pai, o valentão enfrentou. O homem
que já tinha a fama de ser mau, deu risada e para cima do pai da menina se
jogou. O homem que ele julgava covarde, o corpo esquivou e o valente, de peito
aberto, numa lasca de madeira, caiu e o seu peito perfurou.
Morreu naquele momento, não teve jeito. O
outro tentou ajudar-lhe e no último suspiro, o homem falou:
- Ser macho como eu era, do que me
adiantou? O mais importante para mim faltou, foi a inteligência que para ti,
sobrou.
E o bom homem, sua honra limpou. A todos
fora conhecido pela sua valentia que ao homem enfrentou e da maneira que o
derrotou, inteligência e calma ele usou.
Esse é um exemplo claro de que com a força
bruta nem tudo resolvemos. Existem pessoas que tem o físico fraco, mas muita
força na mente. Jamais julgue-se fraco, procure sua força interior.
Mauro Lara


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