Um
homem do interior, que trabalhava na roça, tinha um ritual de levantar pela
manhã, pegar suas ferramentas de trabalho, seu lanche, café e ir para a roça.
Tinha um fiel companheiro, seu cachorro chamado Negrinho, que sempre lhe acompanhava
em sua jornada. Aonde ele ia, com ele lá estava o seu cão.
Um
certo dia, José, esquecera de um casaco na lavoura. Ao chegar em casa, sua
esposa, Celina, dera falta do tal animal e perguntou a José:
-
Onde está o Negrinho?
Carinhosamente,
ele respondeu:
-
Olha, minha “véia”, deve estar por aí, pois ele estava comigo.
Ao
amanhecer, no outro dia, José tinha outros compromissos em outras lavouras e não
pode voltar a mesma que ele estava trabalhando. Muito atarefado, ficara três
dias sem poder voltar à lavoura que ele trabalhara. Celina, preocupada com o cão,
chamou José para conversar e disse:
-
José, algo aconteceu com ele. Ele está desaparecido a três dias. O mesmo tempo
que ele fora contigo na lavoura e sumira.
José,
então, com um ar de sorriso nos lábios, falou a sua esposa:
-
Acho que sei o que acontecera, pois da última vez que lá estive, esqueci um
casaco. Não dei importância, pois a minha intenção era de voltar no outro dia.
Vou voltar lá e ver se encontro ele.
Ao
se aproximar do local do seu trabalho, avistou Negrinho, deitado em cima de seu
casaco. Se aproximou e chamou o cão. Acariciou-o e agradeceu ao cão pela sua
fidelidade de estar guardando o seu casaco.
O
cão, há três dias sem água e sem comida, festejou muito ao ver o seu dono e
partiu em disparada para a sua casa. José veio logo atrás. Ao chegar em casa,
foi recebido por Celina, com muita felicidade. Deu ao cão o que comer e o que
beber.
Isso
meus amigos, é uma história verídica. Note, que muitas vezes o animal faz jus
de ser chamado de melhor amigo do homem. Que bom seria se nós, humanos, também agíssemos
de tal forma: com fidelidade, amor e carinho uns pelos outros.
Mauro Lara


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