sexta-feira, 13 de novembro de 2015

A Sentença

Um homem foi julgado e condenado à cadeira elétrica por um crime que não cometera. Insistia em sua inocência, mas não tinha provas o suficiente para lhe libertar da sua sentença, pois acusavam-no de terem matado a sua própria esposa enforcada.
O grande dia da sentença chegou. O homem de cabeça erguida, olhando à todos, em suas últimas palavras, afirmara mais uma vez que era inocente, que seria incapaz de matar a sua esposa, que amava-a muito e entregaria a Deus o seu destino. Mais uma vez o seu desabafo, relatando a sua inocência, não fora ouvido pelas autoridades.
Já sentado na cadeira para ser executado, deram a ordem para a execução e ocorreu um pane em toda a rede elétrica do local. Nada funcionava. Tentaram por várias vezes reativar a rede, sem sucesso. Adiaram a execução para os próximos três dias. O homem, mais uma vez, afirmou:
- Deus está do meu lado e Ele sabe da minha inocência. Antes de executarem-me, a verdade irá surgir.
Decorrido tempo, o homem se deparou com a execução. Mais uma vez, tiveram problema no sistema e nada funcionou. Fora adiado por mais três dias a sua morte.
O tempo passou e o homem, antes da execução, mais um vez, falou:
- Deus é testemunha de que eu não sou culpado. Jamais mataria a minha esposa que eu tanto amava.
Já sentado para cumprir sua sentença de morte, quando estava prestes a ser morto, adentra no local da execução, o pai da moça que teria sido enforcada. Ele estava com uma carta na mão, pedindo o cancelamento sentença, pois sua filha teria deixado uma carta especificando o seu suicídio. Ela veio a se matar, pois tinha descoberto que era portada de uma doença fatal e que não seria justo que seu esposo amado sofresse com ela. Por isso, preferiu a sua própria vida tirar.
Ao libertarem o homem com mil desculpas e perdões, pediram para tal comentar algo e ele resumiu, em poucas palavras:
-  A justiça do homem é falha. A de Deus, não. Eu sempre tive fé que Ele me salvaria.

Em fração de segundos, uma luz incandescente brilhou sobre o homem e ele livre ficou de todas as acusações.

Mauro Lara


Nenhum comentário: