Um
homem foi julgado e condenado à cadeira elétrica por um crime que não cometera.
Insistia em sua inocência, mas não tinha provas o suficiente para lhe libertar
da sua sentença, pois acusavam-no de terem matado a sua própria esposa
enforcada.
O
grande dia da sentença chegou. O homem de cabeça erguida, olhando à todos, em suas
últimas palavras, afirmara mais uma vez que era inocente, que seria incapaz de
matar a sua esposa, que amava-a muito e entregaria a Deus o seu destino. Mais
uma vez o seu desabafo, relatando a sua inocência, não fora ouvido pelas
autoridades.
Já
sentado na cadeira para ser executado, deram a ordem para a execução e ocorreu
um pane em toda a rede elétrica do local. Nada funcionava. Tentaram por várias
vezes reativar a rede, sem sucesso. Adiaram a execução para os próximos três
dias. O homem, mais uma vez, afirmou:
-
Deus está do meu lado e Ele sabe da minha inocência. Antes de executarem-me, a
verdade irá surgir.
Decorrido
tempo, o homem se deparou com a execução. Mais uma vez, tiveram problema no
sistema e nada funcionou. Fora adiado por mais três dias a sua morte.
O
tempo passou e o homem, antes da execução, mais um vez, falou:
-
Deus é testemunha de que eu não sou culpado. Jamais mataria a minha esposa que
eu tanto amava.
Já
sentado para cumprir sua sentença de morte, quando estava prestes a ser morto,
adentra no local da execução, o pai da moça que teria sido enforcada. Ele
estava com uma carta na mão, pedindo o cancelamento sentença, pois sua filha
teria deixado uma carta especificando o seu suicídio. Ela veio a se matar, pois
tinha descoberto que era portada de uma doença fatal e que não seria justo que
seu esposo amado sofresse com ela. Por isso, preferiu a sua própria vida tirar.
Ao
libertarem o homem com mil desculpas e perdões, pediram para tal comentar algo
e ele resumiu, em poucas palavras:
- A justiça do homem é falha. A de Deus, não.
Eu sempre tive fé que Ele me salvaria.
Em
fração de segundos, uma luz incandescente brilhou sobre o homem e ele livre
ficou de todas as acusações.
Mauro Lara


Nenhum comentário:
Postar um comentário