Dois
camponeses, que moravam numa fazenda bem no interior, muito religiosos, sábios
e firmes em vossas decisões, cultivavam as suas plantações de trigo, junto com
o seu único filho, João Pedro, um jovem de vinte e cinco anos e viviam felizes.
Eram conhecidos em seu vilarejo pela fé em seu Deus e pela simplicidade e
honestidade que tinham.
Um
dia, seu filho ficara muito doente e viera a falecer. Os pais, enfrentaram a
tal morte como se fosse um propósito de Deus. Entristeceram-se e choraram
bastante, mas logo superaram, pois sabiam que Deus tinha uma missão para seu
filho.
A
mãe, por ser muito religiosa, passava o tempo conversando com o seu filho, como
se ele ainda estivesse vivo. Embora não ouvindo o seu filho, ela continuava com
as súplicas. Um dia, em uma de suas conversas, a mulher ouviu uma voz:
-
Mãe, não há necessidade da senhora continuar tentando falar comigo, pois eu sei
o tamanho do amor que tem por mim. Já estou em outro plano e a evolução do meu
espírito depende não só de mim, mas da senhora também. As suas súplicas acabam
me prendendo neste plano paralelo e dificultam a minha passagem para o plano
mais elevado. Traga a memória viva de minha passagem pela Terra, em sua mente e
seu coração, afinal, hoje não faço mais parte deste plano terrestre. Sei que a
senhora não faz por mal e da mesma forma, quero que saiba que a cada vez que
fala comigo, pelo amor que tenho pela senhora, eu venho para ouvi-la e isso
acaba me prejudicando espiritualmente.
A
mãe, abismada com as tais palavras, jogou-se de joelhos ao chão e pediu perdão
ao filho, pois não era conhecedora de tal fato. Dali em diante, mudou o modo de
agir e conseguiu sentir-se um pouco mais aliviada, já que seu filho havia se encontrado
espiritualmente.
Muitas
vezes, nos dias de hoje, também agimos de tal forma. E, sem querer,
prejudicamos a elevação de nossos entes queridos. Vamos ver de uma outra
maneira e deixar que o círculo da morte e da vida tome o seu destino.
Mauro Lara


Nenhum comentário:
Postar um comentário