sábado, 3 de agosto de 2019

RECADO AOS MALDOSOS II - Terra


Hoje, eu sou a terra. A terra que o sustenta e que lhe dá o alimento. O estabiliza e serve como a sua plataforma para o seu equilíbrio. Sendo eu a terra, cuide e meça as palavras que você dirige a mim ou aos outros sobre mim, pois, se eu tiro o seu chão, você não é nada. Se eu não sou fértil e forte, eu não lhe dou o sustento para seguir a sua jornada e você cairá e será levado ao vento que, lembra? Também, eu sou. 
Siga seus passos, sua vida e procure o amor dentro de si, não deixe que o ódio corroa um pouquinho do amor que existe dentro do seu coração. 
Me queira como amigo porque, como amigo, eu sou bom. Porém, como inimigo, sou melhor ainda. 
Não esqueça: se eu sou o chão, eu posso lhe engolir, já que é para o chão que, mais cedo ou mais tarde, todos vão.

Babalorixá Mauro Lara




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