segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O BANQUETE


Um homem saiu para caçar. A caça era o alimento de sua família. Então, entranhou-se nas matas em busca de algum animal. Caminhou, caminhou e nada encontrou. Quando de repente, um javali avistou e o matou.

Ali mesmo, preparou o animal para trazer à sua casa. Não era tão grande, mal dava para a refeição daquele dia, já que a sua família era grande.
Ao retornar, encontrou uma casa bem pequena com uma família mais pobre ainda do que a dele.
Como não os conhecia, chegou e puxou uma prosa. Constatou que era um casal de pessoas bem idosas que ali moravam. Como já era tarde, o casal lhe ofereceu pouso, afinal, isso era normal entre o pessoal do interior.
Chegou a hora da refeição, ele por educação, tirou um pequeno pedaço para que a senhora fizesse para eles comerem. Observou o sorriso e alegria estampados no rosto dos dois velhinhos.
Quando foram comer, ele também observou a vontade e tanto gosto que o dois comiam aquele pedaço de carne. Tinham uma panela, somente com legumes. Ele na sua curiosidade, perguntou aos dois:
- Observei que vocês estão comendo esta carne com tanto gosto. Vocês já tinham comido carne de javali antes?
Eles o responderam:
- Sim, moço. Porém, já faz tantos anos que comemos a última vez que eu nem sabia mais que o gosto era tão bom. Eu e minha esposa já estamos tão velhos, mal temos força para plantar alguns legumes para nos sustentar. Essa carne é um banquete para nós.
O homem ficou chocado com tal situação. Sabendo que aquela caça, mal dava para a sua família sustentar, mesmo assim resolveu ao casal doar.
Retornando para a sua casa, sem saber o que ia dizer, pois estava sem caça, outro javali com o dobro de tamanho ele encontrou. Conseguiu abatê-lo e para a sua casa o levou.
Feliz da vida, pois com o primeiro, a fome daqueles dois saciou e o segundo, para a sua família ele levou.
Uma grande alegria no seu peito carregou e, então, uma conclusão chegou:
Com o que temos, podemos muito fácil com os outros compartilhar, pois Deus jamais os bons fome deixará passar e de alguma maneira ele ei de sua fome saciar.

PALAVRAS DO BABALORIXÁ MAURO LARA


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