Um
homem simples, nascido numa cidade no interior do RS, desenvolveu no passar dos
anos, uma mediunidade muito grande. Auxiliava várias pessoas que o procurava
com doenças materiais e espirituais bem avançadas.
As
curas que ele realizava, começaram a lhe tornar muito conhecido. Chegava a
virem pessoas de outras cidades para com esse homem consultar. Essa fama foi
crescendo e foi despertando curiosidade dos médicos que chegaram a tentar
interromper seus trabalhos espirituais, mas não obtiveram sucesso. Afinal,
somos donos de nossa própria crença.
Num
determinado dia, a mãe desse rapaz médium adoeceu. Tiveram de ir rápido ao hospital
e lá ficara hospitalizada. Estava em estado precário e entrou em coma. Os médicos
chamaram os familiares e relataram o estado de saúde da senhora. Disseram que
as chances dela salvar-se seria somente por Deus. Então, o médium, desesperado,
porque a sua mãe estava próximo a partir, fez canalizações de energia e teve
orientação de um de seus guias espirituais para fazer um procedimento nela.
O
homem, sem pensar, foi até onde a sua mãe encontrava-se enferma e lá colocou em
prática o procedimento ao qual tinham lhe passado. Repentina e milagrosamente,
sua mãe respirou fundo e acordou. Os médicos, assustados e apavorados com a
situação, começaram a prestar assistência, pois, afinal, aquela senhora estava
praticamente morta. Ela recuperou-se e retomou sua vida normalmente.
Os
médicos, admirados com a tal recuperação, foram indagar o médium. O que ele
havia feito? Eram a principal pergunta. O médium, humildemente, à eles
respondeu:
-
Eu não fiz nada. Quem fez foi o nosso Pai Maior que concedeu a minha mãe, mais
uma chance de vida.
Então,
por curiosidade, o médico queria marcar uma consulta espiritual com ele, mas
teria de ser naquele dia. O médium respondeu que tinham outras pessoas com
consultas marcadas. O médico respondeu:
-
Mas, como? Afinal, eu sou o Dr. “Fulano de Tal”!
O
médium disse:
-
As minhas consultas não são marcadas por profissões ou classe social. E sim,
por necessidade e ordem de marcação. Afinal, Deus mesmo disse que é mais fácil
um pobre entrar no Reino do Céu do que um rico arrogante.
Mauro Lara


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