domingo, 11 de outubro de 2015

A Conscicência

Um dia, fui até a janela e comecei a olhar o campo. Tentei entender aquela paisagem tão linda, flores campestres espalhadas, uma garoa fina caindo, bem lentamente e eu debruçado naquela janela, pensando e pensando:
- Como é bela a natureza, essa grama bem verde e essas flores tão amarelas. Como pode este Deus maravilhoso fazer tudo numa perfeição e enriquecer os nossos olhos com tanta beleza?
Vi um pássaro voando, quando de repente em minha observação, a chuva num instante só parou. Em poucos minutos o sol brilhou, enriquecendo mais ainda aquela paisagem. E eu, abismado, parecia uma criança, tentando entender tudo e não conseguia explicação de nada. Como tinha chovido e logo veio o sol, um arco íris tão lindo se formou de uma ponta a outra e os meus olhos encantou. Podem ter certeza que, pra tantos, aquela paisagem era comum, mas eu aposto que ninguém parou para ver com os olhos que eu vi.
Bem longe no horizonte, uma luz tão linda surgiu. Enxerguei um vulto que eu não conseguia distinguir e comecei a observar, olhar mais profundo que eu podia. Ouvi uma voz que me dizia:
- Esta riqueza que tu vê foi feita para o homem. Ele destrói e eu reconstruo.
Aquela voz que vinha de longe, veio se aproximando. Vi o Senhor sentado num trono e dois anjos envolta Dele. Era Deus que me falava.
As plantas revitalizavam e até parecia que uma felicidade delas saiam. Ali eu comecei a entender e a natureza compreender que o culpado de não mais ver tamanha beleza nascer é do próprio homem que não deixa ela se estender. Podemos devastar terras e construir nossas casas. Sei que muitas vezes é necessário, mas não custa de uma árvore deixar um pequeno galho para que possa brotar e renascer.
Deus fez a natureza e nós precisamos saber da importância dela para todo o nosso ser. Mesmo assim, não queremos nem saber!
Eu pergunto: até quando isso vai acontecer? Está na hora do homem se arrepender e observar as grandes obras de Deus para com Ele aprender.
Não esqueça:

Deus é o chão que tu pisa, o ar que tu respira. A flor que nasce no campo e a árvores que te dão o fruto. Se a devastarem, a Deus iremos desaforar. Vamos zelar hoje para amanhã desfrutar.

Mauro Lara


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