Um rapaz, ainda na plena
juventude, conheceu uma moça e ambos julgavam-se muito apaixonados. Com o
passar do tempo, viram que não era tamanho amor e sim, uma atração física, o
que levou-os a terem um filho.
Quando o jovem rapaz recebeu
a notícia que ia ser pai, apavorou-se, pois não estava preparado e,
covardemente, afastou-se de seu suposto amor. Após a mulher ter o filho, ela o
procurou e ele já tinha casado com outra mulher, que já estava grávida. A
mulher ficou incompreensiva e brotou em seu coração o ódio por ele. Então, a
moça afastou-se e nunca mais o procurou.
Depois de muitos anos sem
ver sua filha e a mãe, um certo dia, viu a foto da menina em uma reportagem de
um jornal local. Aquilo o abalou muito, pois não tinha noção, na época, do que
era ser pai e foi julgado e crucificado por um ato impensado dos dois em vossas
infâncias, sem direito de ser ouvido.
Vejam bem: jamais julgue
alguém porque Deus tem o propósito de vida a cada um de nós, pois a nossa
missão na Terra nos é destinada independente de qual pai ou qual mãe. Mal ou
bem fomos gerados. Não devemos cultivar ódio ou rancor em nossos corações, pois
o dia de amanhã só a Deus pertence e nós não temos o poder de saber o nosso
propósito de estarmos neste mundo.
Neste momento, feche os
seus olhos e agradeça a Deus pela sua existência, pelo que de bom aconteceu em
sua vida e por algo que você julga ser ruim, pois o que está traçado em nosso
propósito de vida, será algum dia realizado com a permissão divina. Aponte
alguém que jamais tenha tido um erro e julgado a outro sem ter o direito de
defender-se.
Por isso, vos digo: não
julgue a si próprio e muito menos ao seu semelhante. Deixe que Deus, com a sua
divina sabedoria, possa julgar de sua maneira e arranque de seu coração essa
carga negativa que você carrega nos dias de hoje.
Mauro Lara


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