Um rapaz, desde pequeno,
tinha o sonho de ser policial. Seus pais o apoiavam em seus sonhos e,
finalmente, chegara o dia de sua realização. Muito felizes, comemoravam aquele
momento único para ele.
Um certo dia, o rapaz já
exercendo sua função de policial, fora chamado numa ocorrência aonde tinha um
homem muito violento e armado dentro de um estabelecimento comercial. Quando lá
chegara, o rapaz surpreendeu-se, pois era seu próprio pai que lá estava,
irreconhecível e transtornado.
O jovem policial começou
a conversar com o elemento, para que ele cedesse e tivesse a consciência de que
ele estava errado. Afinal, não precisava tanta revolta para uma desavença
comercial. Porém, parecia que o homem havia enlouquecido. Não ouvia ninguém.
Todos para ele eram policiais iguais, ele não o enxergava como seu filho.
O comandante daquela
missão orientou seus policiais que atirassem no homem e o jovem policial,
suplicou ao comandante para que lhe desse mais uma chance para o diálogo e
pediu permissão para tirar sua farda. Sem entender, o comandante autorizou. Ele
tirou a farda e aproximou-se do pai. O pai, com o revolver em punho apontando
para ele, dizia para que se afastasse.
Quando chegou mais perto,
seu pai jogou a arma fora e o filho fora abraçar. Naquele momento, ele
reconheceu o filho e o que poderia virar uma tragédia, tornou-se uma calmaria.
O filho levou o pai ao médico para ver o que havia acontecido e constataram que
ele tinha sofrido um lapso de memória e só reconheceu seu filho quando ele
estava sem farda.
Vejam só que coisa
interessante. Às vezes, nos cegamos pela aparência ou pelo que vestimos, mas
jamais conseguiríamos mascarar um amor verdadeiro, pois ele não está no que
vestimos ou no que aparentamos ser e, sim, nas nossas raízes de berço.
Mauro Lara


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