Um rapaz, no começo do desenvolvimento da
sua mediunidade, ficava preocupado e apavorado com visões e vozes que ouvia. Um
certo dia, uma pessoa aproximou-se dele e começou a conversar. Ele respondendo,
naturalmente. Depois de um longo diálogo, a pessoa pediu para que ele fosse até
o cemitério fazer umas orações a ela. Despediu-se, dirigindo-se à uma parede e
sumiu. O rapaz ficou admirado com a tal situação, pois não sabia que tratava-se
de um espírito, afinal, era muito natural. Chegou até a questionar-se sobre a
possibilidade de ser uma ficção da sua mente.
Como um dos diálogos que tinha surgido
fora para que ele fosse até o cemitério e fizesse uma prece para a moça, ele
mesmo desconfiado da situação e também curioso, dirigiu-se ao cemitério, no
local onde dissera para ele ir e lá deparou-se com a foto da mulher. Então,
constatou que não estava louco e nem tendo alucinações e que, realmente, tinha
tido um contato espiritual.
De repente, ao olhar para o lado, mais uma
vez, a moça lá estava. O rapaz assustado porque já sabia que se tratava de um
espírito, perguntou num tom grosseiro:
- O que mais queres de mim?
Ela o respondeu:
- Acalma-te. Só vim agora para agradecer
as tuas preces, pois desde quando morri, nenhum de meus familiares aqui
estiveram.
Ela acenou e sumiu mais uma vez. O rapaz
ficou com uma sensação de ter feito um ato bom e dali em diante, vários outros
espíritos lhe procuraram para outras tarefas.
É, meus amigos, ser médium não é uma
escolha própria e, sim, por designação de Deus.
Mauro Lara


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