Numa pequena escola no interior, um menino
que lá estudava, sofria muita represaria pela sua cor escura. Todos os seus
dias eram um pesadelo e ele chorava, pois seus colegas de classe zombavam dele
e o recriminavam pela sua cor.
Os anos passaram e o menino estava muito
empenhado em sua meta de estudar. Formou-se, mudou-se para uma cidade grande e
tornou-se um professor. Procurava agir de uma maneira natural para que, nas
escolas que ele lecionasse, outros meninos não passassem pelo que ele passou.
Vejam só como o destino nos prega algumas
peças: com o decorrer do tempo, ele veio a dar aula na mesma escola que ele
havia começado os seus estudos. Lá, ele encontrara vários amigos de infância.
Ali, aquele que fazia mais chacota estava trabalhando como serviços gerais. Em
seguida, tornou-se diretor da escola e o rapaz, seu subordinado direto. Tratava
ele com um carisma e simpatia inigualável.
Um dia, o rapaz chegou até o seu diretor e
o indagou:
- Como podes você me tratar tão bem assim?
Na nossa infância, eu fazia chacota de você.
O diretor respondeu:
- Eu tenho só de te agradecer porque
devido à isso, eu me empenhei mais em meus estudos para poder ignorar a tua
maldade. A minha cor não pesou em meu desenvolvimento profissional. Mas não é
por ter sido praticamente escorraçado por você que eu irei retribuir da mesma
forma, pois o sangue que corre em suas veias é da mesma cor que corre na minha.
O teu racismo te bloqueou para o teu crescimento profissional e eu, aqui estou.
É, vejam bem o que fazem hoje para não
sofrerem no amanhã, pois independentemente de cor e de raça, perante à Deus,
somos todos iguais.
Mauro Lara


Nenhum comentário:
Postar um comentário