Há muitos e muitos anos atrás, um rapaz bem
jovem veio a falecer de uma morte natural. Seus pais, muitos religiosos, com a
ajuda de orientações espirituais, conformaram-se com a morte do filho. Porém,
em todo o lugar que andavam dentro de sua casa, sentiam a presença do filho. Em
seu quarto, que estava conservado exatamente como ele era quando estava vivo,
sentiam mais ainda a presença dele, pois ele era muito apegado em seus
pertences enquanto era vivo.
Os anos passaram e coisas estranhas
começaram a acontecer, como: barulhos, vultos, sussurros e despertaram uma
curiosidade nas pessoas. Então, seus familiares resolveram buscar auxílios
espirituais para tentar desvendar o tal mistério. Se depararam com uma situação
muito delicada, pois seu filho ainda permanecia num plano paralelo, ou seja, no
plano após a morte e não havia se encontrado ao plano superior.
Foram tentar descobrir qual o motivo do
filho não ter se elevado ainda. Procuraram várias religiões e várias respostas
diferentes uma da outra, como: que seu filho tornara-se um espírito sem luz,
que ele enquanto vivia era uma pessoa má e etc. Mas nenhuma dessas respostas
fora convincente aos seus pais, afinal, seu filho era bom e não conheciam
maldade em seu coração. Inconformados, mais uma vez, foram em busca de solução,
onde desta vez, encontrou um orientador espiritual que esclareceu as dúvidas de
seus pais e o ajudou em sua evolução espiritual.
Os pais, então, quiseram saber qual o
motivo de seu filho ainda estar ligado entre um plano e outro e a resposta e a
verdade vieram à tona. O tal médium respondeu que o rapaz não tinha má índole,
que seu coração era puro e verdadeiro, porém, era muito materialista e isso
prejudicou a sua elevação e o que ele fez para recuperar o tal espírito foi
doutriná-lo espiritualmente para que ele conseguisse entender que não mais
fazia parte do nosso plano. Aliviados, os pais agradeceram o médium e,
finalmente, seu filho descansara em paz.
Meus amigos, isso é um exemplo claro que
enfrentamos no nosso dia-a-dia, pois conquistas são muito boas, mas
materialismo, não.
Mauro Lara

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