Uma mãe passeava com o seu filho para
visitar alguns parentes em outra cidade. Ao chegarem na cidade, para se
encontrarem mais fácil, resolveu informar-se num estabelecimento comercial e
pediu informações sobre o endereço aonde ela teria de ir. Com o filho de cinco
anos pela mão, não observara que tinha alguns doces ao alcance dele.
Inocentemente, o menino encheu os bolsos de guloseimas e a mãe não viu e nem
mesmo a pessoa que estava dando informações. A mãe agradeceu e seguiu a diante.
No meio do caminho, a mãe reparou que o
filho tinha tirado do bolso um dos doces que havia pegado. A mãe surpreendeu-se
e indagou o menino:
- Como tens estes doces?
O filho, sem maldade, falou que ele tinha
pegado do local onde ela havia pedido informações. A mãe, sem pensar, voltou e
esclareceu o fato com a atendente e fez com que o filho devolvesse tudo.
A atendente perguntou:
- Senhora, ele é tão pequeno. Fez isso e
tenho certeza que não foi por mal. Por que você voltou e fez com que ele
devolvesse tudo e ainda pagou o que ele consumiu?
Ela respondeu:
- Hoje ele é pequeno e não é responsável
pelos seus atos. Eu sou responsável por ele e de lhe explicar o que é certo e
errado. No futuro, se ele vir a errar depois de já ter se tornado homem feito,
errará por conta própria e não por uma má educação. Um pequeno ato não
corrigido agora se tornará um grande roubo no amanhã.
Mauro Lara


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