O
tempo passara até chegar o dia do nascimento. Como ela imaginava, uma criança
linda e perfeita veio ao mundo. Com todos os cuidados possíveis e com muito
amor, essa criança foi se criando e com cinco anos a escolinha começou a
frequentar. Este menino era tratado como se fosse um rei e na verdade para os
pais era mesmo, pois foi muito esperado por eles.
Quando
faltava vinte dias para completar seis anos, com a festa já toda planejada, do
nada ele adoeceu e veio a falecer. Seus pais se desesperaram! Tentavam explicar
como podia algo tão terrível ter acontecido, pois nem os melhores médicos
tinham entendido. O desespero foi tanto que em depressão a mãe ficou.
Tratamentos psicológicos para aceitar o tal fato realizou, mas nada adiantou,
pois dia e noite ela chorou.
Uma
certa noite, trancada em seu quarto, lavada em lágrimas, para o lado ela olhou
e seu filho para ela se materializou. Mais nervosa a mulher ficou e a seus pés ela
se jogou, perguntando-o porque ele os deixou e o espírito do menino, suavemente,
a sua mão lhe falou:
-
Mãe, não chores mais por mim, pois minha passagem neste plano foi curta, só vim
lhe mostrar o amor. Lembra-te como tu eras, rude e brava? E achavas que tudo tu
poderias ter? O filho dos outros, para ti não era nada. O teu, quando nascer,
tudo ia ser. Na realidade, tu não tinhas amor por ninguém. Minha missão aqui na
Terra, já terminou e o Pai Maior me chamou. Nós não escolhemos o tempo de
permanência, só cumprimos o prazo e a missão que Deus estipulou. Tu tanto
querias um filho e Deus me enviou. Mas Ele não terminou, pois eu ainda vou
voltar e em teus braços me aconchegar. Sem a dor não existe o amor e sem amor
não existe a dor.
A
mãe agradeceu e, finalmente, o menino descansou. Passara alguns anos e ela,
novamente, engravidou. Mais uma vez, um lindo filho ela gerou e para sempre o
amou.
Mauro Lara


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