Dois rapazes, desde a sua infância, eram muito amigos. Faziam tudo junto, enfim, eram inseparáveis. Até mesmo quando um adoecia, o outro também. Era uma amizade perfeita!
Um dia, o banco em que trabalhavam fora assaltado e os assaltantes fizeram de reféns todos os funcionários e levaram todo o dinheiro. Os bandidos, ao saírem da agência, dispararam a arma e uma das balas atingiu um dos amigos que, subitamente, faleceu. O outro, muito abalado, juntou seu amigo nos braços e chorava como uma criança, pois era uma vida inteira de convivência. Os familiares o consolavam e ele aos familiares. Então, foram preparar os atos fúnebres, com muita tristeza em seus olhares.
Quando estavam velando o homem, já quase 24h após a morte, o morto sentou no caixão e foi aquele desespero de todos que ali estavam. Ele, perdido, perguntava o que estava acontecendo. Rapidamente, o socorreram e levaram à um hospital. Lá, fizeram uma bateria de exames e constataram que o furo da bala que havia acertado o seu coração, milagrosamente, tinha fechado e o coração voltado a bater, inexplicavelmente, desafiando todos os conhecimentos da medicina.
O outro amigo, então, apavorado e assustado foi indagá-lo sobre a experiência que ele teve. Ele respondeu que a morte servira como aprendizado de vida e que os seres superiores que estavam elevando o seu espírito para confortá-lo, renderam-se ao amor que todos tinham por ele e concederam mais uma sobrevida, pois para Deus até a ressurreição é possível.
Aí fica uma história bem clara de que a fé move montanhas e a certeza de que existe um Deus superior que pode levantar até os mortos. O que seria de nós sem um Deus que possa nos guiar, salvar e transformar?
Mauro Lara


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