Um
guerreiro jamais desembainha a sua espada para um adversário fraco e sem estratégias
de guerra. Prefere ouvir e avaliar seu adversário, pois os fracos podem se
tornar fortes e os fortes, fracos. A maior fraqueza de um guerreiro é
subestimar o seu adversário. Quando empunha sua espada não mede esforços para
atacar. Muitas vezes, o forte se faz de fraco para não levantar suspeitas, pois
a coragem de um homem não se mede por suas palavras e nem pelos seus atos e
sim, pela a sua inteligência de saber a hora certa de combater.
Hoje,
sinto pena dos meus inimigos, pois a sua ignorância cega a sua inteligência e
ficam vulneráveis para serem abatidos. Carrego comigo a espada de Ogum e o seu
brilho me torna radiante. Com a machada de Xangô, empunhada na mão, repico a
injustiça. Com o vento de Iansã, sopro a maldade para longe de mim. Com as
ervas da Jurema, me banho e me fortaleço contra eles. Com as magias de um Preto
Velho, a todos eu enfrento. Nas matas de Oxóssi, eu não temo e entro adentro. Nas
areias de Iemanjá, meus rastros hão de ficar, para Ogum Beira Mar, sempre me
encontrar. Sou protegido de Cosme e Damião, com a inocência pura deles que há
de me encaminhar e o Manto de Oxalá me serve de escudo, para que meus inimigos
jamais possam me encontrar. Sou guerreiro vencedor e jamais temerei a dor. A
todos eu desejo muita paz e muito amor.
Aqui
fica um recado de um eterno guerreiro vencedor.
Mauro Lara


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