Desde o dia em que
nascemos, ouvimos sempre conselhos de nossos pais e dos nossos familiares mais
velhos para nos prepararmos para a vida, para um futuro e, enfim, para tantas
coisas. Porém, no decorrer do tempo, esquecemos de tudo isso e começamos a nos
preocuparmos com os outros, com a aparência, em nos enturmarmos na alta
sociedade. Muitas vezes, aparentarmos o que não somos, e esse é o nosso
primeiro erro.
A vida não tem mistério.
Não compete a mim e nem a você tentar fazer uma programação, seja ela sua, de
seus filhos ou de familiares e amigos. O nosso destino já vem traçado. Várias
vezes, por exemplo, você ouve falar que o filho de “fulano” nunca estudou e se
deu bem na vida e aquele outro, mais burro não poderia existir, e como
consegue?
Isso, frequentemente, nos
perguntamos. Por isso, encaro a vida como se fosse um mar: com altos relevos,
ondas altas, tempestades, mas também com seus dias brandos e calmos.
Quem sou eu para julgar a
mim ou ao meu semelhante? Sobre o modo que você vive ou do modo que conduz a
sua vida? Jamais esqueci as palavras de um velho sábio que um dia dissera-me:
- Uma pedra, feia e
escura, que lapidada, terá valor maior ou igual ao ouro.
Assim somos nós. Não é a
minha vida social ou minha aparência que me colocam num patamar maior ou igual
ao seu.
Por isso, hoje, meus
queridos leitores, vos digo: plante o bem, o amor, o carinho, o respeito, a
igualdade e jamais julgue alguém antecipadamente, pois só o Criador tem direito
de fazer isso. Nessa longa jornada terrestre, jamais saberemos se o certo
realmente é o certo ou se o errado é realmente errado. Não queira descobrir no
amanhã, viva o hoje sabiamente.
Mauro Lara


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