Um homem, com a sua vida material
estabilizada, devido aos seus esforços de trabalho e de saber poupar, era muito
admirado por tantos. Já estava com a sua vida feita e garantida e, também, a
paz em sua velhice. Pena que ele não desfrutou dos prazeres da vida, tais como:
viagens, obter mais conforto a si e etc. Então, a velhice se aproximou e sua
hora de desencarnar chegara junto.
No outro plano, ele começou a observar e
ouvir o que as pessoas falavam. Ele era um homem que nada tinha e tudo tinha,
pois seu trabalho e esforço lhe deram condições razoáveis de viver aqui na
Terra. Porém, aproveitou muito pouco as coisas lindas que ele poderia ter
conhecido e feito. Do que valeu todo esse esforço?
Seu filho ficara herdeiro de tudo e tudo
vendeu, deixando o suficiente para a sobrevivência e para aproveitar a vida.
Seu lema era: do que me adianta ser admirado pelos outros e não poder desfrutar
das coisas maravilhosas que a vida me oferece?
Aí, vos falo, meus queridos leitores: em
várias ocasiões vale a pena dar o luxo a si próprio, pois o caixão é pequeno e
tenho a certeza que suas conquistas, seu trabalho, seu esforço, sua lembrança,
por mais pequeno que eles sejam, leva-os junto e é enterrado com você.
Ame-te um pouco mais, pense no teu próximo
com muito carinho, mas não te privas de nada, pois teu luto é respeitado por
sete dias após a tua morte e depois, servirá de chacota aos outros e cairá no
esquecimento.
Viva a vida e não deixe que a vida viva
você!
Mauro Lara


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