O mundo nos apresenta
vários fatos aos quais chegamos a questionar, involuntariamente, as pessoas. Existe
um velho ditado que diz: cada macaco no seu galho. Há pouco tempo, uma pessoa
me perguntou por que eu gastava tanto para fazer uma oferenda à um Orixá? Por
que eu tinha de gastar, se a Religião é caridade? E eu respondi:
- Desde que o mundo é
mundo, sempre houveram oferendas, tanto para agrado de alguma entidade ou para
algum trabalho. Afinal de contas, não posso simplesmente levar uma rosa ou um
copo d’água e exigir que tal entidade me ajude. Não somos obrigados a acreditar
em nada, mas no momento que somos escolhidos para sermos médiuns e nos tornarmos
Babalorixás, temos de seguir à risca as nossas crenças, assim como em qualquer
outra Religião.
Mesmo assim,
encontramos pessoas que não tem conhecimento e ainda vêm com blasfêmia, achando
que a verba ao qual foi disponibilizada para fazer alguma frente, de saúde, ou
um agrado, o Babalorixá ou o Orientador Espiritual, separa 50% para ele. Mas paciência...
Por isso, vos digo:
os nossos alcances, como diz o Sr. Ogum, são por méritos e merecimentos nosso e
não podemos atropelar o tempo, pois somente o tempo é quem irá mostrar para aqueles
que duvidam ou falam o que não sabem sobre as forças divinas.
Convido-vos, meus
queridos leitores, que reflitam sobre vossas vidas e vejam que o mundo é um
tesouro não explorado ainda pela mente humana. Esse tesouro ao qual me refiro é
o amor, o carinho e o respeito por todas as raças, cores e Religiões. Devemos
tentar nos entender um pouco mais para depois tentar entender a vida dos outros.
Plante o amor e colha
a glória divina de Oxalá!
Mauro Lara


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