quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Discernimento

Desde o dia em que nascemos, ouvimos sempre conselhos de nossos pais e dos nossos familiares mais velhos para nos prepararmos para a vida, para um futuro e, enfim, para tantas coisas. Porém, no decorrer do tempo, esquecemos de tudo isso e começamos a nos preocuparmos com os outros, com a aparência, em nos enturmarmos na alta sociedade. Muitas vezes, aparentarmos o que não somos, e esse é o nosso primeiro erro.
A vida não tem mistério. Não compete a mim e nem a você tentar fazer uma programação, seja ela sua, de seus filhos ou de familiares e amigos. O nosso destino já vem traçado. Várias vezes, por exemplo, você ouve falar que o filho de “fulano” nunca estudou e se deu bem na vida e aquele outro, mais burro não poderia existir, e como consegue?
Isso, frequentemente, nos perguntamos. Por isso, encaro a vida como se fosse um mar: com altos relevos, ondas altas, tempestades, mas também com seus dias brandos e calmos.
Quem sou eu para julgar a mim ou ao meu semelhante? Sobre o modo que você vive ou do modo que conduz a sua vida? Jamais esqueci as palavras de um velho sábio que um dia dissera-me:
- Uma pedra, feia e escura, que lapidada, terá valor maior ou igual ao ouro.
Assim somos nós. Não é a minha vida social ou minha aparência que me colocam num patamar maior ou igual ao seu.

Por isso, hoje, meus queridos leitores, vos digo: plante o bem, o amor, o carinho, o respeito, a igualdade e jamais julgue alguém antecipadamente, pois só o Criador tem direito de fazer isso. Nessa longa jornada terrestre, jamais saberemos se o certo realmente é o certo ou se o errado é realmente errado. Não queira descobrir no amanhã, viva o hoje sabiamente.  

MAURO LARA



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