Um
dia me questionaram por que gastamos tanto na religião, sendo que a religião é
caridade. Comecei a explicar: a luz que é consumida para iluminar as sessões ou
atendimento, não consigo pagar com caridade; agrados e frentes para as
entidades, também não consigo pagar com caridade; segurança de uma casa para
uma limpeza de final de ano, o nome por si só já fala – frentes de segurança.
Mais uma vez, não consigo pagar com caridade.
Seria
ideal se eu pudesse fazer um trabalho para um filho de santo ou para um
simpatizante e chegasse até a entidade, arriasse a bandeja de Ogum vazia e nela
escrito: suas frentes de caridade. Na gamela de Xangô, da mesma forma: gamela
vazia e escrito - sua frente de caridade. E assim por diante, de Oxum, Iemanjá
e etc. Colocasse em cada uma delas um papel escrito: sua frente de caridade.
É
triste, ainda nos dias de hoje, as pessoas não terem consciência de que,
infelizmente, tudo em nossa vida envolve o dinheiro. O mais triste ainda, é
termos pessoas que frequentam a religião, que sabem como é o rito e ainda não
entendem o por que gastamos. Porém, podem ter a certeza, que o teu gasto de
coração puro com a religião não lhe fará falta diante de tanta porcaria que
existe em nossa volta e que consomem as nossas economias. É incompreensível,
nos dias de hoje, ainda encontrarmos pessoas egoístas com os tais pensamentos.
Desde
que conheço a religião, sempre foi desta forma e se por um acaso alguém
conhecer uma outra maneira para cultuar a religião, por favor, me ensine porque
os meus santos comem e fazem por onde merecerem e o retorno deles para comigo,
sempre foi positivo. Então, bata na boca e reflita em vossa mente, quando ousar
falar ou pensar algo a respeito.
Sempre,
infelizmente, vemos só um lado da nossa vida – o da perda. As conquistas, não
damos ênfase a elas. Achamos que é por obrigação, por luta própria que conseguimos.
Ponha o dedo na consciência e reflita sobre isso, pois até o teu animal de estimação,
precisa comer.
Mauro Lara


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