quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Amigos Espirituais

Um dia, um amigo me contou uma história muito interessante e resolvi relatar a vocês, meus queridos leitores.

Contara-me que numa cidade pequena no interior, tinha um jovem casal, muito ansiosos, pois a mulher estava grávida e tornar-se-iam pais. O trabalho do esposo fizera com que eles mudassem de cidade, para um lugar bem distante.
Já residindo na nova cidade, em seguida, a esposa começara a sentir as contrações do parto. Seu marido tinha saído a trabalho e não pôde acompanhar-lhe. A mulher, como uma guerreira, dirigiu-se até o hospital para o nascimento de seu filho.
O tão esperado momento ocorreu e seu filho nascera. Ela, muito nova, inexperiente e sozinha no hospital, não sabia como agir com a criança em prantos de choro. De repente, entrara ao quarto uma senhora enfermeira, com os cabelos grisalhos. Aproximou-se da moça e ensinara a dar o peito à criança. Ela e o recém-nascido acalmaram-se, pois era de fome o choro do bebê. Assim, outras vezes, a bondosa enfermeira continuou auxiliando aquela recente mãe.
Seu esposo chegou de viagem e trouxe a mulher para a casa. Depois de um tempo, a mãe muito agradecida, dirigiu-se até o hospital para levar um presente ao médico que fez o seu parto e à bondosa enfermeira.
Chegando lá, ao conversar com o médico, entregou-lhe a lembrança e pediu-lhe para falar com a enfermeira. O médico, surpreendido, falou à ela que não existia lá tal enfermeira com estas características, mas convenceu a mulher para que fosse até a unidade de recém-nascidos e indagassem os outros profissionais sobre ela. Ninguém a conhecida, pois essa suposta enfermeira jamais trabalhara lá.
A mulher, assustada, retornara para a casa, convicta que quem lhe auxiliou na sua dificuldade de seu filho recém-nascido, tratara-se de uma enfermeira espiritual. Até hoje, ela guarda o presente que não teve a oportunidade de entregar a bondosa senhora.


É isso aí, os enfermeiros espirituais estão sempre junto conosco. Muitas vezes, não percebemos que são espíritos.

Mauro Lara


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